Reajuste da Cemig 2026: o que mudou e o que você pode fazer
Equipe Editorial Astra
Conteúdo sobre Cemig e geração distribuída
Time da Astra Energia responsável por conteúdos sobre tarifa Cemig, SCEE, geração distribuída compartilhada e economia na conta de luz em Minas Gerais.
A ANEEL aprovou em maio de 2026 um reajuste médio de 6,50% nas tarifas da Cemig. Para consumidores residenciais, o percentual é de 5,21%. Para clientes comerciais e industriais de alta tensão, chega a 9,43%.
O reajuste entrou em vigor no dia 28 de maio. Faturas com vencimento até junho ainda misturam os dois períodos — o impacto integral aparece nas contas com vencimento a partir de julho.
O que está por trás do aumento na tarifa Cemig
A tarifa de energia não é definida pela Cemig livremente. A ANEEL — Agência Nacional de Energia Elétrica, órgão federal que regula o setor — revisa os valores anualmente com base nos custos do sistema: compra de energia das geradoras, encargos de transmissão, tributos e investimentos na rede de distribuição.
Segundo dados da própria Cemig, apenas 26% do que você paga fica com a distribuidora. O restante vai para geradoras, governo e encargos setoriais definidos por lei.
Isso significa que o reajuste não é uma decisão da Cemig — é uma consequência dos custos do setor elétrico como um todo.
O que você pode e o que não pode controlar na conta de luz
A fatura da Cemig tem dois tipos de cobrança: as que variam com o seu consumo e as que são fixas independentemente de quanto você usa.
As fixas não estão ao seu alcance. A contribuição de iluminação pública (CIP) é um tributo municipal cobrado na fatura. A taxa de disponibilidade é o custo mínimo pelo acesso à rede elétrica. O PIS/Cofins é um encargo federal. Juntos, esses itens somam entre R$ 60 e R$ 150 por mês para uma residência típica — e nenhum deles pode ser reduzido com energia solar ou qualquer outra solução.
O que você pode reduzir é a tarifa de energia em si, chamada de tarifa compensável. É a parcela da conta onde os créditos de energia solar podem ser aplicados e onde qualquer desconto contratado efetivamente incide.
Como a energia solar compartilhada reduz o impacto do reajuste
Existe um modelo de energia solar que não exige instalação de painéis, obras ou investimento inicial. Chama-se geração distribuída compartilhada, ou GDC — um sistema em que várias pessoas compartilham a energia produzida por uma usina solar remota e recebem créditos proporcionais à sua cota diretamente na conta de luz.
Esses créditos chegam à fatura por meio do SCEE, o Sistema de Compensação de Energia Elétrica — mecanismo da Cemig que registra a geração da usina e aplica o abatimento na sua fatura mensalmente. O resultado aparece como desconto sobre a tarifa compensável.
Para quem já participa de um consórcio de GDC, o reajuste de 2026 não muda o percentual de desconto contratado. O que muda é o valor em reais economizado: com a tarifa mais alta, a base sobre a qual o desconto incide também cresceu, então a economia mensal em reais aumenta automaticamente.
Para quem ainda não tem, o reajuste é um bom momento para fazer a conta. Nos últimos cinco anos, a tarifa residencial da Cemig acumulou altas de 5,22% em 2022, 14,91% em 2023, 13,27% em 2024 e 7,36% em 2025. Quem tem desconto contratado sobre a tarifa compensável atravessa cada reajuste pagando menos em termos absolutos.
O processo de adesão é digital, sem visita técnica e sem custo inicial. O prazo para os primeiros créditos aparecerem na fatura é de aproximadamente 90 dias — tempo determinado pelo processo de homologação da Cemig, não pela empresa que administra o consórcio.
Como ir além do desconto contratado
Clientes da Astra têm acesso ao programa Indique e Ganhe. A cada indicação que resulta em ativação de conta, tanto o indicador quanto o indicado recebem R$ 100 em crédito, abatido diretamente na fatura da Astra — separado do desconto de energia.
Não há limite de indicações. Quem indica com frequência pode acumular saldo suficiente para cobrir toda a parte compensável da conta, pagando apenas as cobranças fixas da Cemig que não entram na compensação — a CIP, a taxa de disponibilidade e o PIS/Cofins.
O crédito não é conversível em dinheiro. Mas aplicado na fatura mês a mês, reduz o que você paga de forma consistente.
Conclusão
O reajuste da Cemig é real e afeta todo consumidor de Minas Gerais. Parte da conta é fixa e está fora do alcance de qualquer solução — não há como zerar a fatura integralmente.
O que dá para fazer é reduzir a parcela que responde ao consumo. Se quiser entender quanto da sua conta atual é compensável e qual seria o desconto no seu caso, a simulação está disponível no site da Astra.
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