Bandeira tarifária e reajuste da Cemig: qual a diferença
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Bandeira tarifária e reajuste da Cemig: qual a diferença

Equipe Editorial Astra

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Conteúdo sobre Cemig e geração distribuída

Time da Astra Energia responsável por conteúdos sobre tarifa Cemig, SCEE, geração distribuída compartilhada e economia na conta de luz em Minas Gerais.

Sua conta de luz pode subir por dois motivos completamente diferentes, no mesmo mês, e a fatura não separa isso com clareza. Um é o reajuste tarifário, decidido uma vez por ano pela ANEEL. O outro é a bandeira tarifária, que muda mês a mês conforme as condições dos reservatórios.

Julho de 2026 é um bom exemplo de como os dois se misturam. A Cemig aplicou o reajuste anual de 2026 em maio, com alta de 5,21% para consumidores residenciais. Ao mesmo tempo, a bandeira amarela está no terceiro mês seguido — maio, junho e julho — por causa do período seco, que reduz o nível dos reservatórios e obriga o acionamento de usinas térmicas mais caras.

São dois mecanismos separados, com origens diferentes, e cada um pesa na conta de um jeito.

O que é o reajuste tarifário

O reajuste tarifário é a revisão anual do valor base da tarifa de energia, aprovada pela ANEEL para cada distribuidora. Ele reflete custos de aquisição de energia, transmissão, encargos setoriais e investimentos na rede.

Em 2026, o reajuste da Cemig foi de 6,50% em média, sendo 5,21% para baixa tensão (residencial, rural e pequeno comércio) e 9,43% para alta tensão. A mudança entrou em vigor em 28 de maio e vale até o próximo reajuste, em maio de 2027.

Esse valor não muda de um mês para o outro. Uma vez aprovado, fica fixo por um ano inteiro.

O que é a bandeira tarifária

A bandeira tarifária é um adicional que a ANEEL define todo mês, com base nas condições de geração de energia no país. Funciona como um sinal: verde significa reservatórios cheios e sem custo extra; amarela indica atenção; vermelha (patamar 1 e patamar 2) indica escassez hídrica e uso intenso de térmicas, que custam mais para operar.

Em julho de 2026, a bandeira segue amarela, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. É o terceiro mês seguido nesse patamar, e a ANEEL já indicou que o cenário de seca pode levar à bandeira vermelha no segundo semestre, se as chuvas não normalizarem os reservatórios.

Diferente do reajuste, a bandeira pode mudar todo mês. Um mês pode vir verde e o seguinte, vermelho, dependendo só da situação hidrológica.

Por que isso aparece junto na sua conta

Reajuste e bandeira incidem sobre a mesma fatura, mas em momentos e por motivos diferentes. O reajuste altera a tarifa base — o valor de cada kWh que você paga. A bandeira soma um valor extra por cima disso, proporcional ao seu consumo do mês.

Isso explica por que a conta pode continuar subindo mesmo depois que o reajuste anual já foi aplicado: a bandeira é um custo variável, separado, que reflete o que está acontecendo com os reservatórios naquele mês específico.

O que muda para quem tem desconto de geração compartilhada

Nem todo contrato de GDC trata a bandeira tarifária da mesma forma. Isso depende de como cada empresa estrutura a tarifa compensável do consórcio — não é uma regra única do setor.

Na Astra, a bandeira tarifária entra na tarifa compensável. Ou seja, o desconto contratado incide também sobre o valor da bandeira, não só sobre a tarifa de energia. Na prática, num mês de bandeira amarela ou vermelha, quem tem desconto Astra sente menos o impacto do acréscimo, porque parte dele também é compensada pelos créditos SCEE gerados pela usina. SCEE é o Sistema de Compensação de Energia Elétrica — o mecanismo que aplica os créditos da usina solar diretamente na fatura da Cemig.

O que fica de fora da compensação são os itens fixos da conta: taxa de disponibilidade, CIP e PIS/Cofins. Reajuste e bandeira, no modelo da Astra, entram na parte compensável — e é justamente essa parte que o desconto contratado reduz. Antes de contratar qualquer consórcio de geração compartilhada, vale confirmar com a empresa se a bandeira está incluída na tarifa compensável do contrato ou não.

O que muda na prática

Reajuste tarifário: acontece uma vez por ano, altera a tarifa base, fica fixo até o próximo ciclo.

Bandeira tarifária: pode mudar todo mês, reflete o custo real da geração de energia naquele momento, soma um valor por kWh consumido.

Os dois aumentam o que você paga, mas por caminhos diferentes. No modelo da Astra, o desconto contratado cobre os dois — reajuste e bandeira — porque ambos entram na tarifa compensável do consórcio. Isso não é padrão em todo contrato de GDC, e vale checar essa condição antes de fechar com qualquer empresa do setor.

Se você quer entender quanto da sua conta atual está sujeito a esses dois fatores, dá para simular gratuitamente pelo site da Astra.

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